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19 de jul. de 2009

Influência: Sarney e filhos sobrevivem a escândalos desde a década de 1980

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e seus filhos sobrevivem a escândalos desde a década de 1980.

Reportagem publicada na edição deste domingo do jornal O Globo mostra que o poder e a influência adquiridos pelo ex-presidente mantêm a família ilesa, apesar da sucessão de denúncias.

O mais recente foi o indiciamento do filho Fernando Sarney, empresário, e da nora Teresa Cristina Murad Sarney por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, entre outros crimes, em três inquéritos da Polícia Federal.

A reportagem mostra que todas as grandes investigações contra Sarney ou os filhos, desde a CPI da Corrupção, no final da década de 80, quando ele era presidente da República, até o escândalo da Sudam - um rombo de R$ 1,7 bilhão nos cofres públicos - esbarraram em manobras políticas e, principalmente, em decisões judiciais.

No início do ano 2000, Sarney se viu às voltas com uma segunda tempestade de denúncias.

A filha Roseana Sarney, então governadora do Maranhão e candidata à Presidência, foi arrastada para o centro do escândalo da Sudam.

O Ministério Público acusou a governadora de aprovar e facilitar a liberação da Usimar - um projeto de R$ 1 bilhão, classificado como fraudulento.

No decorrer das investigações, a PF apreendeu R$ 1,3 milhão em espécie na sede da Lunus, empresa de Jorge Murad, marido da governadora.

Sem saber explicar a origem do dinheiro, Roseana abandonou a pré-candidatura à Presidência, mas as consequências pararam por aí.

Fonte: Jornal O Globo – Hoje

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