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1 de jun. de 2009

Garibaldi Filho: "Apóio José Agripino para o Governo do Estado em 2010 caso ele deseje ser candidato"

O senador Garibaldi Filho concedeu entrevista à rádio Vida FM, localizada em Martins, no Alto Oeste Potiguar.

Durante a conversa de aproximadamente uma hora com o radialista José Nilson, o senador falou sobre reforma política, eleições 2010 e trabalho legislativo. Entre outros temas, o senador expôs a situação interna do PMDB no Rio Grande do Norte.

Ele disse que o PMDB não deve ter candidato a governador e defendeu que o partido dê apoio à candidatura da senadora Rosalba Ciarlini.

Garibaldi fez outra revelação: declarou que apóia o senador José Agripino para o Governo do Estado, como uma maneira de desobstruir a chapa para o Senado.

Confira alguns trechos da entrevista de Garibaldi:

Prioridades no Senado

"Eu resolvi pleitear a comissão de assuntos econômicos e tenho me dedicado a este trabalho. A comissão tem um papel muito importante porque todos os projetos de natureza econômica passam por esta comissão. Todas as terças feiras a comissão se reúne. Mas às quartas e quintas-feiras sempre temos audiência pública, o que significa convidar autoridades, pessoas que possam contribuir. Quarta-feira passada, por exemplo, foi o presidente do BNDES, Luciano Coutinho".

Crise Econômica Mundial

"Não há quem possa dizer que essa crise vai terminar tal dia e tal mês. Não há profeta para esta crise. Agora o que se sabe dela é que no Brasil ela continua a não produzir efeitos perniciosos que tenham levado, por exemplo, a uma elevação muito grande do nível de desemprego. Pelo contrário, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, assegurou, com dados confiáveis, que no mês de maio o nosso índice não subiu"

Reforma Política

"Eu considero importante, mas a essa altura eu também sou realista e sei que está praticamente comprometida. Ela não vai ser realizada. Eu acho que a reforma política não anda porque os políticos não querem mudar".

Terceiro Mandato

"Essa proposta do deputado Jackson Barreto, de Sergipe, é uma proposta que permite a reeleição e o presidente Lula seria beneficiado. Não há consenso em torno dela. O deputado Henrique Eduardo disse que não houve nenhum entendimento em torno disso, dentro do PMDB. O presidente Michel Temer disse que daria a tramitação normal, mas nenhuma prioridade. Acho que essa emenda é um retrocesso. Acho que ela não merece ser aprovada. O país só viria a perder com isso".

CPI da Petrobras

"Ela vai ser implementada, vai ter início próxima terça-feira. O Governo não fez nenhum acordo. Isso significa que a oposição vai ficar alijada. É preciso que a oposição fique atenta para que não se frustre com essa CPI. Quando fui presidente eu adverti quanto a CPIs. É um instrumento importante mas é preciso ter cuidado para que não se banalize. (....) Acho que essa articulação (feita por Renan Calheiros) visa esvaziar a CPI. Não sou favorável ao esvaziamento. Também não sou favorável que se faça CPI sobre qualquer coisa. Mas já que se vai fazer, que se faça com seriedade e com disposição para apurar o que deve ser apurado".

Candidatura ao Governo em 2010

"Eu não quero ser candidato a governador. Já dei a minha cota de participação. Eu acho que as pessoas devem achar que já passou a minha vez. E Henrique Eduardo está vivendo um momento nacional muito importante. Tudo indica que não teremos candidato a governador. Não tendo, teremos de apoiar alguém. E a divergência está em quem vamos apoiar. Temos de superá-la. Toda divergência pode ser superada. Eu tenho uma opinião: acho que deveríamos apoiar Rosalba — apesar de não descartar nenhum dos nomes como Iberê Ferreira de Souza, Robinson Faria, João Maia e Carlos Eduardo. Mas acho que há uma maior afinidade das bases do PMDB com Rosalba. Já Henrique acha que não, que devíamos ponderar. Que devíamos ficar com o PSB em torno de um desses candidatos. Este é que o ponto crucial. É isso que devemos superar. Sabemos muito bem que a união faz a força. Não podemos nos dividir. Temos consciência disso. Então vamos esgotar todos os esforços para nos manter unidos".

Apoio a José Agripino

"Eu apóio Agripino (caso ele se candidate a governador). Porque aí só eu e Wilma de Faria disputaríamos vagas ao Senado. Ficaria mais fácil. Se Agripino quisesse disputar o governo, eu poderia apoiá-lo. É um homem que tem muitas credenciais e muita experiência. Agora o que sei é que ele não quer ser candidato a governador. Pelo menos é o que ouço dele".

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