Ao discursar, nesta quarta-feira (22), o senador Pedro Simon (foto) conclamou a classe política a promover uma ampla reforma política e administrativa e uma transformação ética profunda.Na opinião do parlamentar, diante da onda de denúncias dos últimos meses, o Congresso Nacional deve agir para atender às exigências da sociedade, em vez de tentar se explicar.
- Precisamos revisar não apenas a conduta em relação a passagens, mas a política do nosso país. O Brasil não pode ser o país da impunidade. No Brasil, só ladrão de galinha vai para cadeia - disse Simon.
A ética e a moralidade na política devem se iniciar pela campanha eleitoral, na opinião do senador. Ele voltou a defender o financiamento público de campanhas, para evitar "dinheiro esparramado por aí", e a filtragem dos candidatos pelos partidos e pela Justiça Eleitoral, de modo a evitar o que se tem popularizado como "candidato-ficha suja".
- Em compensação, a Justiça tem a obrigação de julgar, antes da eleição, o candidato que tenha a ficha suja - frisou.
De acordo com o parlamentar, a segunda questão mais importante para o Legislativo é o regime de trabalho das casas do Congresso. Ele acha que o Senado não pode funcionar dentro de uma carga horária que descreveu como "de terça à tarde, quarta o dia inteiro e quinta de manhã".
A proposta de Simon é que os senadores trabalhem numa escala de 20 dias em Brasília para dez dias nos estados. Ao concentrar suas tarefas, ganhariam em eficiência e evitariam os dispêndios atuais em passagens aéreas, porque estas se restringiriam, na maior parte do tempo, a uma visita mensal ao Estado.
- Um senador da República e um deputado federal, dos sete dias da semana, passam dois dias em Brasília, dois dias viajando de avião e de carro no seu estado. Em primeiro lugar, isso é ridículo. Em termos de racionalidade, isso não tem lógica nenhuma, isso precisa mudar - disse o parlamentar.
*Com informações da Agência Senado
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