Fotos: João Gilberto
O evento, realizado no auditório da Casa, foi uma iniciativa do deputado Poti únior, e contou com a participação do deputado federal João Maia, dos secretários estaduais Vágner Araújo e Segundo de Paula; do presidente da Femurn, Benes Leocádio; do representante da Fiern, Américo Godeiro; e de dezenas de prefeitos.
Poti demonstrou preocupação com o rumo que a crise econômica internacional tomou. Para o parlamentar, os municípios de todo o Brasil, principalmente os do Nordeste, estão sofrendo com a queda de arrecadação, o que acarreta em inúmeras conseqüências negativas para a população.
“A crise chegou ao mundo inteiro e agora quem também sofre é a população do RN”, disse o parlamentar.
Vágner Araújo - O chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Vágner Araújo, declarou que apenas no primeiro trimestre de 2009 o Rio Grande do Norte perdeu mais de 100 milhões em arrecadação por causa da crise.
“Se o quadro continuar assim, a tendência é que o RN perca 400 milhões durante todo o ano”, afirmou Vágner.
João Maia – Principal expositor da audiência pública, o deputado João Maia explicou sobre a origem da crise econômica internacional, que estourou no final do ano passado nos Estados Unidos e atinge o mundo inteiro. “O Brasil estava crescendo 6,8% ao ano e, de uma hora para a outra, o sistema financeiro teve que pisar no freio”, ressaltou ele.
Para João, o que aconteceu no Brasil foi que os setores carros-chefe da economia começaram a sofrer com a falta de crédito generalizada. “A crise pegou de jeito o setor automobilístico e a construção civil, o que gerou milhões de demissões”, declarou João Maia.E completou: “Para tentar retomar o crescimento nesses setores, o Governo Federal diminuiu impostos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros e para a construção civil”.
O deputado federal explicou que essa diminuição de impostos ajudou a incentivar o consumo e, por conseqüência, a economia voltou a girar e empregos foram preservados.
Apesar de reconhecer o empenho do Governo Federal contra a crise, João Maia disse que as reduções de impostos só ajudam a economia dos estados do sudeste e sul do Brasil, que são os grandes produtores do setor automobilístico e da construção civil.
No Nordeste, explicou João Maia, os municípios estão falindo, pois necessitam do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que é composto pelo IPI e pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Com a redução de impostos, diminui-se drasticamente a arrecadação dos municípios”, frisou o deputado.
Para João Maia, a melhor medida anti-crise que o governo poderia tomar era apoiar e investir nos municípios. “Socorrer as prefeituras é a maior medida anti-crise que pode existir. Falta ao Governo Federal essa ajuda”, enfatizou.
Outras conseqüências da crise também foram discutidas. A diminuição de quase 30% das exportações de frutas e camarão está sendo sentida pelos produtores potiguares. O turismo, que segundo João Maia movimenta dezenas de outros negócios, também sofre com a crise.
Repórter: Lucas Mesquita(Assecom-AL)
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