Foto: Márlio Forte
O ex-deputado estadual e atual secretário da Casa Civil do Estado, advogado Paulo de Tarso Fernandes(foto), concedeu entrevista ao Poti deste domingo(3) em que não poupa ninguém.
Paulo abre o verbo contra o movimento sindical e diz que as greves dos servidores de cunho político.
“São Totalmente políticas. Radicalmente políticas. São conduzidas por essas facções radicais, que infelizmente têm penalizado, no caso da Educação, a juventude”, diz Paulo.
O principal porta-voz do governo de Rosalba Ciarlini também critica os empresários. Ele afirma que a Federação das Indústrias do RN(Fiern) representa mais os interesses de outros Estados do que do Rio Grande do Norte.
“A posição da Fiern é muito curiosa e estranha. Parece mais uma representante da Confederação Nacional das Indústrias. Sabemos que, nacionalmente, a CNI defende os interesses das grandes indústrias de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Paraná. Então a Fiern em vez de defender os interesses do Rio Grande do Norte, defende as pretensões das indústrias desses estados”, frisa o titular da Casa Civil.
Paulo de Tarso chega a afirmar que a Fiern é caudatária dos interesses da indústria do Sul. “No caso do projeto do governo para vitalizar o Porto de Natal e potencializar benefícios para o estado com a construção do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o Proimport, a Fiern foi contra. Aí fica a pergunta: por quê? Qual o motivo de a Fiern ser contra um projeto que beneficia o Porto de Natal? É porque é caudatária dos interesses da indústria do sul e não do Nordeste”, enfatiza Tarso.
Na entrevista ao Poti Paulo de Tarso não poupa nem a Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa(CCJ). Segundo ele, a CCJ é dominada pela oposição e cedeu ao lobby da Fiern na discussão do Proimport.
“A CCJ é dominada pela oposição. Na questão do Proimport, a discussão foi de ordem constitucional. Infelizmente, a comissão cedeu ao lobby da Fiern, que representa as indústrias paulistas, e não quis fazer no Rio Grande do Norte o que Pernambuco fez, o que o Ceará fez, o que o Espírito Santo fez, que foi dar incentivos para importações feitas pelos respectivos portos das capitais dos seus estados. Infelizmente, a CCJ cedeu à pressão da Fiern, que representa a indústria paulista.
Rosalba pode apoiar reeleição de Micarla
Paulo de Tarso também falou sobre política. Ele disse que a governadora Rosalba Ciarlini vai permanecer no DEM.
Em relação ao processo sucessório de Natal, em 2012, Paulo assinala que Rosalba espera um entendimento na sua base aliada.
“Na política de Natal, há vários aliados do governo que têm possibilidade e manifestaram desejo de participar do processo sucessório. Sendo assim, a governadora tem dito que espera entendimento entre diversos grupos que a apoiam. Essa união não sendo possível, ela deverá fazer sua opção, entre aqueles que são ligados ao governo”, afirma o secretário da Casa Civil.
Paulo de Tarso cita vários nomes que poderão ter o apoio de Rosalba para prefeito de Natal. Ele cita até o nome da prefeita Micarla de Souza.
“Na política de Natal, há vários aliados do governo que têm possibilidade e manifestaram desejo de participar do processo sucessório. Sendo assim, a governadora tem dito que espera entendimento entre diversos grupos que a apoiam. Essa união não sendo possível, ela deverá fazer sua opção, entre aqueles que são ligados ao governo”, afirma o secretário da Casa Civil.
Paulo de Tarso cita vários nomes que poderão ter o apoio de Rosalba para prefeito de Natal. Ele cita até o nome da prefeita Micarla de Souza.
“Dentro das forças que apoiam o governo há vários nomes. A própria prefeita Micarla de Sousa (PV), o deputado federal Felipe Maia (DEM), o deputado Fábio Faria (PMN), o deputado Rogério Marinho (PSDB). Todos eles são bons nomes", diz Tarso.
O porta-voz do governo estadual ressalta que não há afastamento político entre Rosalba e Micarla. E que a governadora poderá apoiar a reeleição da prefeita.
“Sim. Por que não? Não há afastamento político entre a prefeita e a governadora. Pode até ocorrer por força do processo sucessório. Mas não há distanciamento”, declara Paulo de Tarso na entrevista ao Poti.

Interessante, segundo o secretário chefe da casa civil do governo de estado, falando sobre as greves, quem penaliza o povo são os sindicatos com as greves. E o governo que paga um salário miserável ao funcionalismo público, não tem culpa nenhuma? Será que ele sobreviveria com um salário base de R$ 930,00? Esse é um confronto muito característico dos governos neoliberais. A Lei de Responsabilidade Fiscal é uma herança maldita da onda neoliberal que dominou o país nos anos de 1990. Aqui no nosso estado essa onda foi implementada nos governos Zé Agripino e Garibaldi Filho, o pior período da história administrativa do Rio Grande do Norte para os barnabés.
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