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6 de jul. de 2011

Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, não resiste às acusações e deixa o governo Dilma Rousseff

O ministro Alfredo Nascimento (Transportes) não resistiu às acusações de superfaturamento de obras e recebimento de propina envolvendo servidores e órgãos ligados à pasta e pediu demissão do cargo nesta quarta-feira. 

A crise se intensificou com a acusação de que seu filho, Gustavo Morais Pereira, teria aumentado seu patrimônio de forma ilícita. 

 
Foto: Marcelo Camargo-31.jan.2011/Folhapress
Alfredo Nascimento deixa o Ministério dos Transportes após acusações
Alfredo Nascimento deixa o Ministério dos Transportes após acusações

As suspeitas de corrupção no Ministério dos Transportes começaram após reportagem da revista "Veja" afirmando haver participação da cúpula do ministério em irregularidades. O caso ganhou repercussão e a presidente Dilma pediu que o CGU (Controladoria-Geral da União) investigasse as acusações. 

VOTO DE CONFIANÇA

Ainda no sábado (2), data em que a revista foi às bancas, Dilma determinou o afastamento de quatro integrantes da cúpula do ministério, incluindo o diretor do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot. 

Após reunião de Nascimento com a presidente, a Secom (Secretaria de Comunicação) divulgou comunicado na segunda-feira (4) manifestando confiança no ministro e o escalando para comandar as investigações na pasta. 

Após determinar a abertura de uma sindicância interna, o ministério anunciou ontem que suspendeu novas licitações e aditamentos em contratos já vigentes na pasta por 30 dias. Na prática, significa que não pode haver novos contratos nos órgãos e que os contratos que estão em vigência não podem ser majorados.

NOVAS DENÚNCIAS

A situação de Nascimento ficou insustentável após o jornal "O Globo" revelar nesta quarta-feira que o patrimônio de seu filho teria tido um aumento de 86.500% em cinco anos. 

As suspeitas sobre a Forma Construções - empresa de Pereira--começaram por causa de um repasse de R$ 450 mil da Socorro Carvalho Transportes, que presta serviços ao Ministério dos Transportes, para a Forma.

O jornal mencionou ainda que o Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo Ministério dos Transportes, teria repassado R$ 3 milhões à Socorro Carvalho. O ministério afirma que a empresa - que também trabalha com navegação-- recebeu ressarcimento por serviços prestados na região amazônica. 

Segundo nota da pasta, Nascimento afirma que nem ele nem seus familiares mantêm vínculos comerciais ou empresariais com a Socorro Carvalho. O ministro disse que está à disposição do Ministério Público para prestar qualquer esclarecimento. Ele disse que o valor transferido para a empresa de seu filho foi referente à venda de um imóvel. 

O agora ex-ministro, que já havia sido convidado para prestar esclarecimentos no Senado e na Câmara sobre as suspeitas de irregularidade na pasta, reafirma que estará " à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela". 

Em "[nota"]:http://www1.folha.uol.com.br/poder/939830-leia-a-integra-da-nota-de-demissao-do-ministro-dos-transportes.shtml de "esclarecimento" em que anuncia a sua demissão, Nascimento diz que vai reassumir sua vaga no Senado. Ele entra no lugar do senador João Pedro (PT-AM), que é o seu suplente. 

SUBSTITUTO

Entre os nomes cotados para substituir Nascimento no Transportes está o de outro cacique do PR, o senador Blairo Maggi (PR-MT), ex-governador do Mato Grosso. 

Outra opção avaliada pelo Planalto é Paulo Sérgio Passos, atual secretário-executivo do ministério. 

Fonte: Folha Online

Um comentário:

  1. Porque não João Maia?, ele ja conhece a pasta, ou não?. Danusa Danada.

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